Alta dos preços reflete na cesta de compras
No primeiro semestre deste ano, a A/C Nielsen divulgou uma pesquisa otimista. Afirmavam que o poder de compra do consumidor das classes C, D e E estava a todo vapor. E constatou que três novos itens figuravam com mais frequência em sua cesta: refrigerante, a tinta para os cabelos e o condicionador. Porém, a alta de preços dos dois últimos meses pode esfriar as expectativas das pesquisas de maketing sobre o atual panorama do consumo.
''Por causa dessa alta de preços tive que diminuir a carne e as verduras. Também tive que cortar um pouco do feijão que está muito caro. O arroz também subiu bastante e tem pacotes de 5 quilos custando até 12 reais. Antes eu pagava entre 8 e 9 reais. Subiu muito. Na parte de beleza e limpeza, teve coisa que também ficou de fora da última compra. Por causa disso, o pobre está passando um apuro'', desbafa Dona Aparecida.
Segundo Francis Vignard, da Cetelen, como o orçamento desse perfil de consumidor é bastante limitado, e uma inflação sobre os produtos básicos se reflete diretamente no consumo de produtos não-essenciais. ''Se ele tiver que gastar mais com alimentação, também terá que cortar com os não-alimentares. Uma tendência forte no mundo é que a inflação está ocorrendo mais nos alimentos, considerados de base. E quem sofre mais são os consumidores de renda mais baixa. Também é muito importante conter as pressões inflacionárias para tentar manter a força e o poder de consumo dessa classe'', analisa. (R.O.)





