Uma nova rodada de reajustes de preços está batendo às portas dos supermercados e poderá ter impacto no bolso do consumidor em setembro. Os reajustes propostos pelas indústrias oscilam entre 3% e 15% e estão concentrados especialmente nos alimentos e artigos de limpeza, que têm como matéria-prima produtos básicos, que já subiram no mês passado.
Essa pressão por aumentos não deve comprometer as metas de inflação, mas pode manter os índices de preços ao consumidor em alta por um período maior do que o previsto e reduzir ainda mais renda da população disponível para consumo, forte argumento usado pelo varejo para reduzir os reajustes.
De acordo com supermercadistas, a pressão por aumentos de preços ocorre no leite condensado, bebidas destiladas, refrigerantes, massas, biscoitos e chocolate em barra, que têm como ingredientes o açúcar, a farinha de trigo e o álcool, os vilões dos aumentos. Também os fabricantes de artigos de limpeza produzidos a partir de derivados de petróleo estão pleiteando reajustes devido à alta da matéria-prima básica. Além disso, há focos de alta de preços no óleo de soja e no açúcar, que estão pressionados pela escassez de oferta das matérias-primas, e não têm substitutos.

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