No que diz respeito às cooperativas, as principais linhas de crédito ganharam aumento de recursos e, juntamente com a melhora do montante, aumento de juros. As taxas do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) saltaram de 8,75% para 9,5%, com volume passando de R$ 1,6 bilhão para R$ 2,4 bilhões.
No caso do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap/Agro), um dos principais recursos utilizados no Estado, os juros em média subiram de 10,5% para 12%, com volume total aumentando de R$ 2 bilhões para R$ 2,27 bilhões. "De forma geral, algumas linhas vão ficar bem caras para os produtores. A nossa expectativa era de uma queda de 1% na média geral das taxas, o que não aconteceu", explica o gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra.
Outros fatores, segundo Turra, também ficaram esquecidos, como por exemplo o aporte financeiro para o seguro rural e também ações referentes aos preços mínimos das commodities, que devem ser tratados mais adiante pelo governo. "De pontos positivos, vejo apenas o aumento geral de recursos e também o maior tempo para o produtor analisar o plano, ver as regras do jogo e ver como irá se portar do ponto de vista técnico daqui para frente". (V.L.)

mockup