Rio de Janeiro - A alta no preço do combustível no atacado e no varejo fez com que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subisse para 0,82% em novembro, ante 0,39% em outubro, a primeira elevação após quatro quedas consecutivas, segundo informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
O coordenador de Análises Econômicas da fundação, Salomão Quadros, minimizou a alta, afirmando que a taxa de outubro foi ''anormalmente baixa'' e influenciada por fatores sazonais, como queda intensa nos preços dos produtos agrícolas no atacado e inflação no varejo próxima de zero.
Embora tenha se recusado a fazer projeções para o indicador do próximo mês, ele informou que os reajustes de preços sem tributos de gasolina (7%) e diesel (10%) anunciados pela Petrobras, no último dia 26, terão impacto em torno de 0,20 ponto percentual na formação do IGP-M de dezembro. O período de coleta de preços do IGP-M foi de 21 de outubro a 20 de novembro e, por isso, o resultado do indicador não sofreu impacto do mais recente aumento dos combustíveis.
O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu para 0,99% ante 0,44% em outubro, devido principalmente à alta de preços no grupo Combustíveis Lubrificantes (de 0,76% para 5,18%). ''Realmente, o que acelerou o IGP-M no mês foi a alta de preços no atacado, principalmente combustíveis'', afirmou Quadros.
No varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) passou de 0,05% para 0,30%, devido às altas de preço nos grupos Habitação (de 0,42% para 0,57%) e Transportes (de 0,32% para 1,51%). Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) passou de 0,95% para 0,94% no período. O IGP-M já acumula altas de 11,59% no ano e de 12,28% em 12 meses.

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