O consumidor vem sentindo, no bolso, o aumento do valor de produtos que compõem a lista de alimentação básica. Arroz, feijão, óleo de soja, farinha e açúcar tiveram alta significativa e, segundo o diretor de compras de uma rede de supermercados de Londrina e região, Noroly do Nascimento, os preços chegaram a dobrar nos últimos dois meses. ''A farinha que antes vendíamos a R$3,58, hoje custa R$ 7,90 o saco de cinco quilos. O arroz que custava R$ 5,80 subiu para R$ 8,50 o saco de cinco quilos'', exemplificou.
O preço do feijão também subiu nos mercados municipais da cidade. O vendedor Sandro Karolhus lembrou dos valores que eram praticados há 20 dias: ''O feijão carioca, que era vendido a R$ 2,50, está custando R$ 3,50; o bolinha subiu de R$ 3,00 para R$ 5,00''. Segundo ele, esse aumento levou à diminuição nas vendas, ''está todo mundo reclamando'', apontou.
''Os preços subiram absurdamente'', constatou Rosy dos Santos Siqueira, babá. ''Vou diminuir o consumo, principalmente no óleo'', acrescentou. Maria Amélia Sella, professora, também percebeu a alta nos preços, ''a gente compra só o que precisa, já não sei mais o que cortar'', lamentou.
A bancária Everly Nara Arcangelo afirmou que fazia algum tempo que não ia ao mercado. Mas se assustou com os preços, ''A última vez que comprei arroz estava custando R$ 5,00.'' Nas prateleira desse supermercado, o preço mais em conta para o saco de cinco quilos de arroz era de R$ 6,49. Algumas marcas estão custanto mais de R$ 8,00. A relações públicas Simone Cássia Rodrigues constatou que ''hoje a gente não vem mais ao mercado para ficar olhando as prateleiras, levamos só o necessário''.
Segundo Marcelo Vieira, gerente de um supermercado, a explicação que os fornecedores dão é que o preço subiu devido à alta do dólar. ''Acho que é tudo especulação eleitoral'', declarou. Segundo ele, a cesta básica que antes era vendida a R$ 24,00 passou para R$ 30,00. Ele afirma que o mercado não faz boicote aos fornecedores, ''aqui a cidade é pequena e a maioria dos fornecedores são nossos conhecidos, não dá para fazer como um mercado de São Paulo está fazendo'', justificou.
Já Nascimento afirma que conseguiu baixar os preços dos derivados de farinha deixando de comprar o produto do fornecedor, ''chegamos a ficar 20, 30 dias sem comprar os produtos de um fornecedor e os preços caíram''. Ele disse ainda que houve queda nas vendas de óleo e farinha por causa dos preços altos.

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