Simone Mattos
Não houve queda no mercado nacional das massas alimentícias, apesar do aumento nos preços que chegou a 20% neste ano. Quem afirma é o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Massas Alimentícias (Abima), Aluísio Quintanilha de Barros, que esteve em Curitiba nesta semana. O aumento nos preços é justificado pela desvalorização do Real, o que elevou em 45% o preço do trigo argentino, que abastece grande parte do mercado nacional.
‘‘Além de não ter havido queda, ainda estamos sentindo uma tendência de alta’’, garante Barros. A estimativa é de que a produção de macarrão nacional aumente em 10% neste ano. Pelos cálculos da associação, até o final de 99, o volume total de massas comercializadas deve chegar a pouco mais de um milhão de toneladas. O faturamento deverá ser 12% maior que no ano passado.
Apesar dos bons resultados, os produtores de massa ainda se preocupam com o baixo consumo de macarrão no Brasil, comparado a outros países. Enquanto a média anual por pessoa é de 28 quilos na Itália, 12 quilos na Venezuela e dez quilos nos Unidos, o consumo no Brasil não ultrapassa os 6,1 quilos anuais per capita.

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