Alta do petróleo pode prejudicar política de preços
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terça-feira, 07 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Rio de Janeiro A alta do preço do petróleo neste início de ano pode prejudicar a elaboração de uma nova política de preços pelo governo federal, na opinião de analistas do setor. Ontem, a cotação do petróleo recuou um pouco, mas manteve-se acima dos US$ 30 o barril, impulsionada pela crise política na Venezuela e pelo risco de conflito no Oriente Médio.
O recuo foi motivado pela notícia de que Rússia e Arábia Saudita vêem necessidade em um aumento da oferta mundial para conter os preços, diz a analista Fabiana Fantoni, da Tendências Consultoria. Segundo ela, porém, a decisão por um aumento da produção não deve ter efeito de longo prazo, pois alguns países já produzem além da cota. Além disso, diz, ''no caso de uma guerra no Iraque, o escoamento de óleo da região deverá ser bastante prejudicado, anulando os efeitos do incremento da produção''.
Por enquanto, o repasse da alta na cotação internacional dos derivados de petróleo para os preços dos combustíveis no Brasil vem sendo amortecido pela valorização do real frente ao dólar.
''O preço do petróleo inaugurou o ano com tendência revertida: deveria estar caindo, mas há um prêmio de US$ 6 ou US$ 7 pela situação no Iraque e na Venezuela'', aponta o consultor Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura (CBIE). Para ele, esta alta complica os planos de se utilizar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) como amortecedor dos preços dos combustíveis no País, conforme sugeriu a ministra de Minas e Energia, Dilma Roussef.


