São Paulo - A Petrobras vem se beneficiando dos altos preços do petróleo, mesmo que no mercado interno não reajuste os derivados, o que serviria para acompanhar contratos de combustíveis nas Bolsas internacionais. A estatal brasileira lucrou R$ 7,1 bilhões no terceiro trimestre, alta de 26% em relação ao mesmo período de 2005. A empresa diz, na divulgação de seus resultados, que o aumento do lucro líquido de janeiro a setembro ''deveu-se, principalmente, ao aumento dos preços de realização e dos volumes no mercado interno e externo, além de outros fatores''.
Já as petrolíferas internacionais seguiram com lucros altos neste ano, após baterem recordes em 2005. A Exxon Mobil, maior petrolífera do mundo, registrou lucro de US$ 10,5 bilhões no terceiro trimestre, o segundo melhor lucro trimestral da história das empresas dos EUA e mais que o triplo do lucro da Petrobras (convertido em dólares pelo câmbio de ontem).
O petróleo permaneceu a maior parte do terceiro trimestre acima dos US$ 70. Já a Royal Dutch Shell registrou lucro US$ 5,9 bilhões no mesmo período, mais do que o previsto pelos analistas. Desde a metade de 2005, o barril de petróleo vem subindo e mantendo-se a maior parte do tempo acima dos US$ 60.
Ações - Mesmo com as críticas de alguns analistas à política de reajustes da Petrobras, suas ações têm tido bom desempenho nos últimos meses na Bovespa - e isso é o que deve interessar mais aos investidores. Desde o começo deste ano, as ações da Petrobras subiram 21,1% - ante 32,5% de valorização dos papéis da Exxon Mobil. Outras petrolíferas, no entanto, tiveram valorizações menores. O papel da Royal Dutch Shell, por exemplo, valorizou-se só 5,9% em 2006 até agora.
Em agosto de 2000, a Petrobras vendeu parte de suas ações aos pequenos investidores, que puderam utilizar uma parcela do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para comprar os papéis. Cerca de 335 mil pessoas físicas participaram da operação. Hoje, o patrimônio líquido dos fundos Petrobras/FGTS é de R$ 5,67 bilhões, segundo dados da Associação nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). Nos últimos 12 meses, os fundos Petrobras/FGTS acumularam valorização de 47%. No período, a Bovespa subiu 32%.

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