A inflação acumulada nos primeiros quatro meses de 2002 deverá ser significativamente menor do que a registrada em igual período deste ano. Entre janeiro e abril deste ano, o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) atingiu 1,6%. A previsão é do coordenador do IPC-Fipe, Heron do Carmo, que projeta uma taxa anual entre 4% e 5% para 2002, com as tarifas respondendo por 1,5 ponto porcentual do índice, se o reajuste for de 20% para a energia elétrica. Para este ano, ele acaba de rever o IPC de 7,1% para 7,2%, e destaca que as tarifas responderão por três pontos do total.
Para janeiro de 2002, Heron espera uma taxa maior do IPC-Fipe, em torno de 0,40%, puxada pelas despesas e reajustes tradicionais, como das mensalidades escolares, IPVA e aumentos nos preços das verduras, advindos do excesso de chuvas que ocorre todos os anos. Nos três meses seguintes, a perspectiva é de que as taxas sejam bem menores.
Em novembro, o IPC-Fipe fechou com alta de 0,61%, recuando 0,13 ponto porcentual em relação a outubro. Nas contas de Heron, essa tendência de desaceleração deverá persistir, com o IPC-Fipe girando em torno de 0,30% na segunda prévia deste mês.

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