Brasília - Os desdobramentos da crise financeira mundial desencadeada por problemas no setor imobiliário norte-americano fizeram, na semana passada, a cotação do real diante do dólar se aproximar do patamar considerado de risco para inflação.
Nos cálculos de especialistas, uma taxa de câmbio acima de R$ 2,15 por um tempo prolongado compromete a meta de 4,5% para 2008 e deverá gerar uma revisão das expectativas, atualmente em 4%.
A turbulência financeira fez com que a taxa de câmbio chegasse, na quinta-feira, a R$ 2,094, alta de 3,15%. Apesar do recuo anteontem para R$ 2,025, e da atuação do Fed (o BC dos EUA), reduzindo a taxa de juros nos empréstimos de socorro aos bancos, as dúvidas sobre o futuro persistem.
Até quinta, o governo brasileiro mantinha uma posição de certo conforto por crer que ainda existe espaço para a desvalorização do real antes que ele se torne uma ameaça ao controle dos preços. Com os últimos eventos, a equipe econômica admite a possibilidade de elevar o volume de recursos para o pagamento de juros da dívida pública. Existe ainda a possibilidade de medidas na área monetária. (Folhapress)

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