Apesar da discrepância salarial entre homens e mulheres constatada na pesquisa, em algumas áreas – devido à alta demanda – esta disparidade está menos expressiva ou quase nula. A engenheira eletricista Maria Carolina Figueroa, por exemplo, comenta que sua maior dificuldade foi na época em que realizava estágio. "Ia até o CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola do Paraná) e eles eram bem categóricos: as empresas queriam estudantes de engenharia homens. Só consegui estágio quase no término da faculdade", relembra.
As dificuldades neste sentido, porém, pararam por aí. Após se formar, a profissional fez um MBA e logo estava lecionando na Unopar, faculdade em que estudou. "Atualmente, com a alta demanda destes profissionais, não vejo esta diferença salarial na prática. É claro que as mulheres ainda são poucas na área, mas tenho muitas amigas que estão ganhando tão bem quanto os homens", avalia Carolina.
Há três anos, vislumbrando um mercado promissor na cidade, ela e o marido, que também é engenheiro, abriram uma empresa de engenharia, focada em projetos e execução de obras. "Hoje há muitas vagas abertas e é improvável ocorrer esta discriminação. Atualmente tenho dois estagiários em nossa empresa, sendo um homem e uma mulher", salienta ela. (V.L.)

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