Alta de tarifa e consumo elevam lucro da Copel
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terça-feira, 17 de fevereiro de 1998
Curitiba 
A Companhia de Energia do Paraná (Copel) fechou o ano de 1997 com um aumento de 56% no seu lucro líquido. O lucro saltou de R$ 193,9 milhões para R$ 302,6 milhões. A diretoria da Copel atribui o crescimento ao aumento das tarifas e ao consumo de energia elétrica nos setores residenciais e industriais. Houve ainda incremento nos rendimentos financeiros.
As tarifas elétricas tiveram reajuste de 9,7%. O aumento foi autorizado em abril do ano passado pelo Denaee (Departamento Nacional de Águas e Energia Elétrica). Quanto ao consumo, o aumento foi de 5,6%, no setor industrial, e de 4,5% no residencial. O setor comercial foi o que mais cresceu com índices de 8,3%. O menor crescimento foi na área rural com 4,9%.
O número de paranaenses atendidos pela Copel também aumentou. A empresa atendeu 2,5 milhões de consumidores em 97, o que representa um crescimento de 3,3% sobre o número de ligações elétricas existentes em 96. Com isso, a venda de energia a consumidores finais variou de 13,5 mil megawatts para 14,2 mil megawatts.
Assim como cresceu o lucro da Copel, também aumentaram as despesas operacionais. O aumento foi de 6,9% em razão da maior depreciação e do aumento da energia comprada para a revenda. Há ainda a despesa com serviços de terceiros e conta pessoal, que contribuíram para os números finais. O comprometimento das despesas com pessoal apresentou redução em relação à receita operacional. Em 96, a queda foi de 23,1% e no ano passado foi de 22%. A Copel reduziu o número de funcionários de 8,6 mil para 7,9 mil, no mesmo período.


