Alta de preços preocupa
Passada a sensação de frustração em relação à reunião do Copom, que manteve a taxa Selic estável em 16,5% sem viés na quarta-feira passada, a Bolsa de Valores de São Paulo retomou o ânimo ontem e acabou o dia com alta de 1,92%. O resultado de ontem também proporcionou um saldo positivo na semana, de 1,90%.
Com a alta de 0,16% do dólar comercial ontem, que fechou na máxima do dia, cotado a R$ 1,824, a valorização contabilizada pela moeda este mês ampliou-se para 2,30%. O preço do dólar comercial oscilou pouco (0,22%) durante o dia, entre R$ 1,820 (-0,06%) e R$ 1,824, em função de um aparente fluxo equilibrado e da fraca liquidez no mercado. Os analistas observaram que o preço de venda no encerramento sustentou-se no patamar mais alto também em função da escassa oferta de moeda no mercado.
O mercado de juros teve um dia tranquilo, mas de poucos negócios, como acontece frequentemente nas sextas-feiras. Na parte da tarde, os juros subiram, mas isso não significou uma mudança de expectativas. A baixa liquidez permitiu que um movimento pequeno de venda acabasse tendo um reflexo maior nos números.
Depois da reunião do Copom, na quarta-feira, em que a Selic foi mantida em 16,5%, sem viés, para melhor avaliação do impacto dos indicadores econômicos sobre a inflação futura, o mercado vai se debruçar com toda a atenção sobre os próximos índices.





