Curitiba - Os preços das verduras, normalmente os produtos mais prejudicados pelas baixas temperaturas, ainda não sofreram grandes alterações em Curitiba. Mas a partir de hoje, o consumidor deverá começar a sentir no bolso as consequências da geada que afetou todo o Estado.
As Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa-PR) começaram a semana com poucas alterações nos preços, em razão das quantidades ofertadas na segunda-feira. Segundo a assessoria do órgão em Curitiba, produtores colheram em maior quantidade no final de semana e os volumes foram suficientes para conter altas exageradas principalmente no grupo das folhosas.
Ontem, a situação já era diferente. A menor oferta de alguns produtos influenciou a média ponderada dos preços dos trinta hortigranjeiros que, juntos, representam mais de 90% do volume comercializado na Ceasa. A alta verificada foi de 1,68% em comparação ao dia anterior, refletindo oscilações nas cotações da alface crespa (+60%), abobrinha verde extra 2A (+50%), pimentão verde extra 2A (+25%), tomate extra 2A (11,63%) e batata salsa extra 2A (+10%). Apenas uma fruta sofreu alta de preço: a tangerina ponkan grande, em 12,50%. Três produtos baixaram de preço: a batata comum especial lavada (-3,85%), chuchu extra 2A (-5,56%) e couve flor grande (-10%).
Quem foi ontem aos supermercados da capital ainda não percebeu alteração. Henri Paulo Lira, coordenador do serviço Disque-Economia da Prefeitura de Curitiba, comparou os preços de terça-feira em relação à semana passada. ''Não teve grande impacto. Pode ser que até quinta-feira o preço venha a subir'', comentou. O Disque-Economia é um mantido pela Prefeitura e existe desde 1993. Ele avalia diariamente o preço de 302 produtos em 16 supermercados da cidade, disponibilizando a pesquisa para a população na internet ou por telefone.

mockup