Alta de juros terá vida prolongada, diz presidente do BC
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quinta-feira, 12 de maio de 2011
Cirilo Junior <br> Folhapress 
Rio de Janeiro - As medidas para tentar conter a inflação serão necessárias por um ''período suficientemente prolongado'', disse ontem o presidente do BC (Banco Central), Alexandre Tombini. Segundo ele, a alta de juros que vem sendo aplicada já começa a mostrar resultados, e a perspectiva é que a inflação caia nos próximos meses.
''Não podemos descuidar do presente. Temos o desafio de conter a inflação, que é uma preocupação global, e não exclusiva do Brasil'', afirmou Tombini, ao abrir o seminário de metas para a inflação, na sede do banco no Rio de Janeiro. O presidente do BC, no entanto, não especificou a duração desse período que considera necessário.
O BC vem reagindo com firmeza à alta dos preços, reiterou Tombini. Ele explicou que a alta nas commodities iniciou o processo inflacionário no final do ano passado, mas ressaltou que a subida dos custos no Brasil não tem influência apenas desse fator.
A meta do BC, acentuou Tombini, é que a inflação fique mais próxima do centro da meta de 4,5% ao ano no final de 2011, e se estabiliza no patamar buscado pelo governo no ano que vem. Os dados mais recentes mostram que a inflação em 12 meses estourou o teto da meta do BC, que permite uma tolerância de 2 pontos percentuais (p.p.)) acima da meta.
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice medido pelo IBGE e considerado pelo governo, fechou o acumulado em 12 meses com alta de 6,51% em abril.


