Alta de juros no 1o Copom de Tombini foi orquestrada
Londres - A alta de juros promovida pela primeira reunião de política monetária presidida por Alexandre Tombini foi ''orquestrada'', na avaliação de Wilber Colmerauer, sócio da consultoria Brazil Funding, em Londres. Ele acredita que, ao manter a Selic no encontro de dezembro, o Banco Central já havia preparado o terreno para um aperto no início do mandato do novo presidente. No último Copom sob o comando de Henrique Meirelles, a Selic foi mantida em 10,75% e agora elevada em 0,5 ponto porcentual, diante das pressões inflacionárias.
''Só adiaram para dourar a pílula, para mostrar que o novo presidente começa já decidido'', disse. ''Tem um pouco de teatro, como num ensaio de escola de samba.''
Por isso, Colmerauer avalia que não se pode tirar nenhuma conclusão da decisão. Até porque neste momento não existem dúvidas de que os juros precisam subir no Brasil para conter a inflação. Em contrapartida, a alta dos juros trará o inevitável aumento da arbitragem e mais ingresso de recursos para o Brasil, avalia. (Agência Estado)





