São Paulo Apesar da alta de 0,5 ponto porcentual da Selic, que passou de 25% para 25,5% ao ano, as taxas de juros ao consumidor não devem sofrer nenhuma alteração. Essa é a opinião unânime de analistas do mercado de crédito ao consumidor entrevistados ontem, após o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). Os especialistas também avaliam que os prazos dos planos de financiamento não sofrerão alterações, pois não existe uma demanda forte por crédito.
O consultor Boanerges Ramos Freire, da Partner Consultoria, empresa especializada em serviços financeiros ao consumidor, ressalta que as taxas de juros ao consumidor já estão muito elevadas e, por esse motivo, não existe mais espaço para reajustes.
A expectativa do presidente da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), Ricardo Malcon, é também de manutenção das taxas de juros ao consumidor. ''O cenário é preocupante com as notícias de elevação do teto da inflação de 6,5% para 8,5%'', avalia.
O presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), José Alencar Burti, também aposta na manutenção das taxas de juros ao consumidor. ''Esta elevação da Selic tem mais o caráter psicológico na retração do consumo'', diz.
Burti acredita que a elevação da Selic vai provocar uma reação negativa na disposição de compra do consumidor. ''O mercado de crédito não vai alterar nem juros nem prazos. Os juros ao consumidor já estão altos. O que deve acontecer é uma retração do consumidor aos financiamentos'', comenta o presidente da ACSP.

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