O aumento do dólar faz os exportadores do agronegócio conseguirem, de certa forma, compensar a queda nos preços internacionais das commodities. A opinião é da economista da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Tânia Moreira. Ela comentou que o preço médio pago ao produtor de soja, por exemplo, estava em R$ 55,75 a saca em janeiro. Ontem, a saca era cotada a R$ 70.
No entanto, a dificuldade que os exportadores do agronegócio têm é com o aumento do custo de produção provocado pela elevação de insumos como fertilizantes que são importados. Ela acredita que a alta do dólar pode alavancar as exportações de soja, milho e trigo. Tânia destacou que hoje 40,8% do total das exportações brasileiras vêm do agronegócio.
Marcelo Anache, da Faculdade Mackenzie Rio, disse que com o dólar mais alto, os produtos brasileiros têm mais facilidade nas exportações. Gilmar Mendes Lourenço da FAE Business School observou que o agronegócio está ganhando com a alta do dólar que tem compensado a queda dos preços internacionais, principalmente, dos alimentos.
Para Alex Agostini, da Austin Rating, o ganho dos exportadores do agronegócio está na conversão do real para o dólar, o que ele não considera muito significativo. "Há ganhos nas exportações, mas não vai mudar a situação do país", afirmou. Ele destacou que 12% do Produto Interno Bruto (PIB) vem das exportações mas, 14% do PIB é originário das importações, que acabam pesando mais na balança comercial brasileira. (A.B.)

mockup