Alta da gasolina surpreende consumidor
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quinta-feira, 15 de junho de 2000
Benê Bianchi De Londrina 
Os londrinenses que abasteceram seus carros ontem foram surpreendidos com o aumento no preço da gasolina. Vários postos amanheceram com os valores do litro do combustível alterado de R$ 1,28, em média, para R$ 1,36. A reportagem da Folha ligou para cerca de 10 postos. Apenas o Posto Com-Tour mantinha os mesmos valores: R$ 1,27.
No Posto Modelo, a primeira informação era de que o novo preço do produto (R$ 1,35) já estava em vigor. Mas o gerente Rhos Araújo retificou a informação, posteriormente, afirmando que o preço não tinha sido alterado. Não sei como vai ficar amanhã (hoje), comentou.
No Posto Nova Higienópolis, o gerente Sandro Zanchet informou que o preço subiu de R$ 1,28 para R$ 1,36 porque a companhia Ipiranga efetuou um reajuste de R$ 0,02 no litro da gasolina no início deste mês, passando de R$ 1,14 para R$ 1,16. E já adiantou que o litro vai passar para R$ 1,18 nos próximos dias, disse ele.
A Folha tentou falar com o diretor do Sindicombustível de Londrina, Valter Sasso, mas não conseguiu. Ele alegou que estava no trânsito e pediu para retornar a ligação 10 minutos mais tarde. Mas não manteve o celular ligado.
CPISobe para 11, em menos de um mês, o número de carretas carregadas com solvente para adulteração de combustível apreendidas pela Receita Estadual na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Em todos os casos, as cargas despertaram a suspeita dos fiscais e acabaram sendo retidas e colocadas à disposição da Justiça. Os responsáveis foram citados em inquérito policial na Delegacia de Estelionato e Roubos de Cargas e, ao mesmo tempo, têm seus nomes e negócios investigados pela CPI dos Combustíveis.
O presidente da CPI, deputado Durval Amaral, disse ontem que três empresários devem ser ouvidos pela comissão na próxima terça-feira, às 16 horas, na Assembléia Legislativa. Trata-se de Ítalo Belone, da Petropar, e Joel Teixeira, da Alco Araucária ambos de Campo Largo, na RMC. O terceiro é Wilson Souza, dono da distribuidora Popular, de Sarandi. Todos são investigados pelos crimes de sonegação fiscal ou adulteração de combustível.
A última apreensão de carreta ocorreu sábado passado, na BR-116, em Campina Grande, a cerca de 100 quilômetros de Curitiba. Segundo o deputado, a carga de 30 mil lietros de solvente vinha da empresa Belsul, de Triunfo (RS), e seguiria para um município no Mato Grosso. A explicação provocou estranheza, porque o caminho mais comum é pelo norte do Paraná e não pela BR-116. Além disso, os documentos do veículo mostravam que o cavalinho pertence à empresa Petropar e a carreta-tanque à Rodocola, duas empresas de Campo Largo, também investigadas pela CPI. (Colaborou José Marinho, de Curitiba)


