O alto preço do combustível tem levado muita gente a trocar de meio de transporte para economizar. Em Londrina, a venda de motocicletas aumentou mais de 40% no primeiro trimestre, com relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com duas revendedoras da Honda na cidade.
O índice supera a média de crescimento nacional. A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas e Bicicletas (Abraciclo) divulgou que nos três primeiros meses do ano, as vendas de motociclos somaram 222,6 mil unidades, total 21,2% maior que o comercializado no primeiro trimestre de 2002.
As vendas no mercado externo, que iniciaram o ano passado em queda, mantêm a tendência de recuperação. De janeiro a março deste ano 16,7 mil motocicletas foram exportadas, um crescimento de 126% em comparação com o mesmo período de 2002, quando o segmento comercializou 7,4 mil unidades.
Valdecir Antônio Scarcelli, gerente geral de uma das revendas de Londrina, revelou que a empresa vem mantendo uma média de comercialização de 350 motos por mês. No ano passado, a loja vendeu 240 unidades mensais.
Ele atribui o crescimento ao aumento no preço do combustível e a facilidade que os clientes encontram para financiar a moto. ''Os bancos tem planos sem entrada'', contou.
Antônio Pedro da Silva, gerente de vendas de outra revendedora, acrescentou que muitos clientes têm carro, mas guardam o veículo para usar nos dias de chuva ou finais de semana. ''A gasolina está muito cara e a moto é econômica'', reforçou.
Nas duas empresas, o modelo mais vendido é o de 125 cilindradas. ''É uma moto utilitária, ideal para quem vai utilizá-la para trabalhar ou se locomover até o trabalho'', ressaltou Silva.
A Abraciclo também informou que a Honda foi a marca mais vendida no País, com 190,7 mil unidades comercializadas no primeiro trimestre de 2003 - equivalente a uma participação de 85,7% nas vendas totais. A Yamaha respondeu por 13,4% do volume, com 29,7 mil unidades; a Cofave (Kasinski) abarcou 0,7% do mercado, com 1,6 mil motocicletas, e a Sundown vendeu 600 unidades, com participação de 0,3% no setor.
A entidade prevê que a produção das montadoras instaladas no Brasil cresça 25,4% este ano, atingindo 1,08 milhão de unidades. Até 2005, a estimativa é atingir a venda de 1,5 milhão de motociclos por ano no mercado interno.

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