Alta da Cide vai deixar combustível mais caro
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 13 de agosto de 2003
Candice Dequech<br> Reportagem Local 
O aumento da Cide, contribuição cobrada no consumo de combustíveis, proposto anteontem pelo governo federal para financiar obras de infra-estrutura, deixou indignados os donos de postos.
De acordo com Roberto Fregonese, presidente do Sindicombustíveis no Paraná, a tributação é absurda. ''Achamos inoportuno o momento para o aumento, mais uma vez da Cide, quando seria possível a redução de preços, uma vez que o dólar está cotado a menos de R$ 3,00.'' Fregonese informou que o valor do repasse para o consumidor será de R$ 0,32, o mesmo do aumento já autorizado ao governo. Segundo o Sindicombustíveis, litro da gasolina custa hoje, em uma refinaria R$ 0,70, a contribuição é de R$ 0,54 e o ICMS é de R$ 0,75. ''São R$ 1,30 somente de impostos'', exemplificou Fregonese.
''É um absurdo a tributação. Tudo é muito elevado'', reclamou Eduardo Tomasetti, do Posto Santa Cruz, em Londrina. O empresário informou que vai ser inevitável um repasse imediato, para evitar que o prejuízo seja muito grande. ''O repasse imediato é a única solução, senão nós quebramos'', reclamou outro empresário, Silvano Almeida, do Posto Mediterrâneo.
Com o aumento da Cide, o governo federal pretende aumentar a arrecadação do tributo dos atuais R$ 8 bilhões para R$ 10,5 bilhões por ano, incluindo a parte que irá para os Estados na reforma tributária. Se a proposta de aumento se concretizar, o valor atual de R$ 0,54 pago pelo consumidor subirá para R$ 0,86 por litro. Aumentos maiores dependem de nova autorização do Congresso.


