Alshop diz que vendas em shoppings caíram em 2003
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quarta-feira, 04 de fevereiro de 2004
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Informações da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop) estimam em 15% o crescimento nominal do faturamento do setor em 2003, num salto de R$ 41,6 bilhões em 2002 para R$ 48 bilhões no ano passado. O presidente da entidade, Nabil Sahyoun, no entanto, considera o resultado como uma retração, já que tal alta é atribuída à abertura de 3.581 lojas por todo o País. ''Quando não levamos em conta a abertura de lojas, registramos queda no faturamento entre 2% e 3%'', afirmou Sahyoun.
A metodologia para o cálculo do crescimento real gerou confusão entre as gerências dos shoppings em Londrina. Na opinião do superintendente do Catuaí Shopping, Sylvio Carvalho Netto, o acréscimo no número de lojas não deveria ser excluído do resultado final do faturamento. ''Se houve aumento no número de lojas, houve expansão de mercado, o que não poderia ser tirado do resultado'', explica.
Dados do VI Censo Brasileiro de Shopping Centers, também divulgado ontem pela Alshop, revelam que o número de centros de compras em 2003 se reduziu com relação ao ano anterior, de 579 para 572 estabelecimentos. A partir dessa informação e seguindo a mesma lógica de exclusão de lojas novas, os shoppings fechados deveriam ser contabilizados como créditos no faturamento. ''Teoricamente, se um shopping fecha o resultado geral tende a diminuir. Mas o resultado cresceu nominalmente. Então o ano foi melhor do que se imagina'', explica Netto.
Segundo a assessoria de comunicação da Alshop, o balanço geral do faturamento foi considerado pelo presidente da entidade como retração devido às expansões promovidas em shoppings já existentes. O fechamento de 24 centros teria sido compensado com a abertura de outros 17, somados às lojas incluídas nas expansões.
Alheia à discussão sobre a metodologia de contabilidade do faturamento total, Londrina continua a apresentar resultados positivos no saldo de 2003. O superintendente do Catuaí estima crescimento real de 5% para 2004, excluídos daí o faturamento do Catuaí Casa, shopping de construção civil com inauguração prevista para o final do primeiro semestre. ''No ano passado crescemos 5%, descontado o IGP-DI. E estão incluídas as vendas das 42 novas lojas que recebemos com nossa expansão'', diz.
O gerente comercial do Royal Plaza Shopping, Osmani Vianna, que também considerou estranhos os cálculos da Alshop, não possui números relativos ao faturamento do centro em 2003, mas estima que o resultado foi, no mínimo, igual ao do ano anterior. ''Aumentamos nosso índice de ocupação e isso também é um bom sinal'', diz.
O Shopping Quintino, que não realiza controle de faturamento, aumentou em 25% o fluxo de visitantes, o que pode ser visto como sinal de melhora nas vendas. Netto atribuiu ao agronegócio os bons resultados do comércio em shoppings da cidade que, segundo a Alshop, deve receber mais três estabelecimentos até o final de 2005. (Com Agência Estado)


