Regis Augusto Toniazzo, proprietário de uma peixaria na zona oeste, espera boas vendas no varejo nesta Páscoa
Regis Augusto Toniazzo, proprietário de uma peixaria na zona oeste, espera boas vendas no varejo nesta Páscoa | Foto: Ricardo Chicarelli

As compras para o almoço da Sexta-feira Santa vão pesar no bolso este ano. Segundo levantamento da FGV/Ibre (Fundação Getúlio Vargas), a inflação de Páscoa está em 17,15%, enquanto que a de março fechou em 4,37%.


O pesquisador do FGV/Ibre, Igor Lino, explica que as condições climáticas, a flutuação do dólar e o aumento da demanda influenciaram diretamente nesta alta. O preço da batata-inglesa, por exemplo, subiu 78% em função das chuvas.


A cesta básica da Páscoa saltou de uma inflação de 2,61% no ano passado para 17,15%. O bacalhau está 19,35% mais caro, a alta do atum foi em média de 10,36%. Os ovos de chocolate registraram inflação de 10,22% ante os 0,08% do ano passado. “Há produtos que subiram menos do que a inflação, como o caso dos bombons e chocolates e os pescados frescos”, disse Lino.


Em Londrina, os peixes também apresentam alta, principalmente bacalhau e salmão, que subiram em média 10%. Mas os comerciantes estão otimistas com as vendas no varejo. O movimento está grande desde o começo da semana e deve se intensificar nesta quarta e quinta-feira.


“Em relação ao ano passado, ainda tivemos o aumento esperado, porque o brasileiro deixa tudo para a última hora. Mas em relação ao período da Quaresma acredito que estamos empatando”, afirmou Regis Augusto Toniazzo, proprietário de uma peixaria na zona oeste.


O consumidor está procurando peixes de menor preço como tilápia, merluza, pescada. “O brasileiro está optando por fazer algo em casa e de custo baixo. Acredito que as vendas no varejo quebrem recorde de vendas, mas no atacado não será tão bom”, comentou Toniazzo.


O dono da Londripeixe, Osvaldo Calixto, acredita em incremento entre 80% e 90% no movimento nesta semana, mas ressalta que o consumo de peixe tem crescido ao longo do ano. “O povo se acostumou a comer peixe. A venda é constante, não apenas neste período”, comentou.


A Peixaria Rede Peixe comprou 6 toneladas de pescados para atender os consumidores da Sexta-feira Santa. O estabelecimento é especializado em peixes da bacia Amazônica. Segundo a dona, Ingrid Letícia Costa Regnhan, a peixaria absorveu alguns reajustes como no caso da sardinha. “Estamos com o mesmo preço, mesmo tendo pago mais caro”, disse.


Os supermercados também estão otimistas. O Grupo Muffato está com expectativa de crescimento de 25% em relação ao ano passado. “Nossa aposta maior é no aumento do consumo de tilápia. Expectativa é crescer 100% a venda desse peixe”, comentou Adilson Corrêa, gerente comercial do Grupo Muffato.


PEIXE VIVO
A Feira do Peixe Vivo começa nesta quarta-feira (17) e segue até sexta (19), na praça Tomi Nakagawa, na região central. Os estandes funcionarão das 8 às 19h e na sexta-feira, das 8 às 13h.
Serão comercializados bagre e carpa (R$ 13,00/kg); tilápia média (R$ 13/kg); tilápia grande (R$ 16/kg); matrinxã (R$ 19/kg); pacu (R$ 19/kg) e pintado (R$ 25/kg).


A expectativa é que sejam comercializadas 16,5 toneladas de peixe neste ano. Em 2018, foram vendidas 14 toneladas. Durante os dias de feira, os peixes serão acomodados em tanques e piscinas especiais. Assim, eles podem ser ofertados ainda vivos aos consumidores.


A feira oportuniza aos piscicultores um local adequado para a comercialização de sua mercadoria. “O objetivo é oferecer mais um canal para o escoamento da produção no pico da safra, incentivando a piscicultura em Londrina”, disse Paulo Gonçalves da Silva, técnico responsável da Secretaria Municipal da Agricultura e Abastecimento.


A Feira do Peixe Vivo faz parte do projeto “Feira de Produtos de Época”, que integra a política de Segurança Alimentar do Município.

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