ALL prevê investimentos de R$ 2,5 bi até 2009
Rio - A América Latina Logística (ALL) tem um programa de investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2009. Desde 1997, quando iniciou suas atividades, a empresa fez investimentos no total de R$ 1,5 bilhão. Atualmente, sua área de atuação é de 6.586 quilômetros, nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.
O controle acionário da ALL é pulverizado, com participações do braço de investimentos do BNDES (BNDESPar) e dos fundos de previdência dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Caixa Econômica Federal (Funcef), após a recente incorporação da Brasil Ferrovias e Novoeste.
O diretor-financeiro e de Relações com Investidores da ALL, Sergio Pedreira, acredita que o tamanho da atual malha brasileira, em torno de 30 mil quilômetros, é suficiente para atender o crescimento da demanda, desde que o número de vagões e locomotivas acompanhe a expansão do setor. ''De maneira geral, não temos capacidade de infra-estrutura subutilizada. É preciso mais investimentos em vagões e locomotivas e ajuda do governo no sentido de eliminar gargalos'', afirma Pedreira.
A ALL é a concessionária que mais investirá em obras auxiliares, com investimento de R$ 384 milhões. De acordo com o diretor da ALL, a concessionária tem apresentado crescimento de 14% no volume de carga transportado desde 1997, quando iniciou suas operações. Em receita, a expansão verificada no mesmo período é de 26%.
Já o presidente da MRS Logística, acha que o governo deveria ampliar seus esforços para a expansão da malha ferroviária. ''Quando falamos em expansão da malha, a iniciativa privada não vai fazer. Isso tem de ser feito via investimento público. O custo fixo dessa indústria é um dos maiores em comparação com qualquer setor'', afirma Fontana Neto.
Vilaça, da ANTF, lembra que em 1958 o País tinha 38 mil quilômetros de ferrovias. Agora, a extensão encolheu para cerca de 30 mil quilômetros. Por isso, defende a integração com outros modais de transporte para melhorar a eficiência do sistema. ''A responsabilidade pela ampliação da malha ferroviária é do governo federal'', afirma Vilaça. De acordo com ele, nos últimos 10 anos foram investidos R$ 10 bilhões no setor, e o governo contribuiu com cerca de R$ 500 milhões. (A.K./A.E.)





