ALL garante que houve melhoras
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) iniciou recentemente uma pesquisa anual sobre a logística da produção rural paranaense. Os resultados do último estudo revelaram um cenário de muita insatisfação com o modal ferroviário, a exemplo das opiniões sobre os corredores paranaenses contidas no levantamento divulgado ontem pela CNT.
''A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) define uma tarifa-teto para o setor ferroviário, e ela é muito alta. A ALL acaba cobrando o preço que quer'', afirma Pedro Loyola, economista da Faep. ''Para o agronegócio paranaense, o frete ferroviário é mais caro que o rodoviário, o que deve se repetir em outros Estados brasileiros. É até 3% mais caro, enquanto no exterior, o rodoviário é sempre de 20% a 30% mais dispendioso.'' Outros problemas detectados pela Faep são a falta de vagões, quebras de contrato, dificuldades de passagem pela Serra do Mar, vagões que chegam sujos (a limpeza tem que ser feita pelo cliente, o que atrasa o transporte) e má organização dos terminais de transbordo.
Em nota à FOLHA, a ALL argumentou que a pesquisa da CNT mostra que nos dois corredores vários indicadores de desempenho da empresa melhoraram entre 2006 e 2010, ressaltando o equilíbrio do estudo.
Os dois corredores paranaenses foram divididos em nove trechos, e em cada um deles foram analisados sete itens: capacidade de movimentação, carga embarcada, extensão, número de terminais, velocidade média comercial, tempo médio de percurso e peso médio por eixo. Nesses 63 indicadores (número de trechos x número de itens), houve melhora em 18. Em 28, os números permaneceram iguais e pioraram em 17.
A ALL informou que investe cerca de R$ 150 milhões por ano no Paraná, o que vem resultando em um crescimento médio anual de 10% em volume transportado. Hoje, representantes da empresa estarão em Londrina para anunciar novidades nas operações para o escoamento da safra em 2012. (F.G.)





