Curitiba - A América Latina Logística (ALL) fechou o ano de 2003 com um crescimento de 22% no faturamento operacional bruto das empresas instaladas no Brasil e na Argentina, representando um montante de R$ 1,024 bilhão no ano passado contra R$ 838 milhões em 2002. O lucro operacional cresceu 46% com relação ao ano anterior, fechando em R$ 211 milhões. Os aportes de capital totalizaram R$ 72 milhões, sendo que 13% foram investidos em tecnologia, segurança, meio ambiente e ativos; 32% em manutenção da linha férrea existente e 55% em locomotivas e vagões.
No Brasil, 52% dos produtos transportados foram de origem agrícola (soja e fertilizantes) e 48% do setor industrial (siderurgia, alimentos, papel e celulose). Em 1997, 75% do que era transportado pela ALL tinham origem agrícola. ''Para nós é uma vitória. Significa que temos conseguido atrair todos os tipos de clientelas'', disse ontem Bernardo Hees, diretor superintendente da ALL, empresa que atua há sete anos como concessionária do transporte ferroviário de cargas na Malha Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul), sul de São Paulo, Chile, Argentina e Uruguai.
No Brasil e Argentina são 15 mil quilômetros de vias férreas, com uma frota de 2,5 mil veículos rodoviários, 610 locomotivas, 17 mil vagões e 160 ''road railers'' (carretas bimodais que trafegam na ferrovia e na rodovia). O volume de cargas desde o início das atividades aumentou de 11,4 milhões de toneladas em 1997 para 22 milhões de toneladas em 2003. Deste volume, 7 milhões de toneladas de grãos são transportados através do Porto de Paranaguá, no litoral paranaense. O volume é apenas 42% do total que pode ser transportado pelas ferrovias paranaenses. ''Ainda temos muito o que crescer'', enfatizou Hees.
A ALL tem um custo fixo anual de R$ 123 milhões. O valor é considerado baixo pela empresa, que em sete anos reduziu os gastos com o consumo de diesel em 15%. Em 2003, foram compradas 30 novas locomotivas, que já estão operando. A previsão é a de adquirir esse ano outras 35 locomotivas com mil vagões. A empresa pretende ainda investir em novos terminais logísticos e vagões. Entre os municípios que receberão investimentos estão Londrina, Maringá e Paranaguá.
A empresa ainda mantém uma fábrica de vagões em Ponta Grossa, onde são produzidos entre 30 e 40 vagões por mês. A fabricação própria já conseguiu reduzir os custos em 35%. No Paraná, a ALL administra uma malha de 2,1 mil quilômetros de ferrovias que passam pelos municípios de Curitiba, Paranaguá, Antonina, Maringá, Londrina, Apucarana, Irati e Guarapuava. Do complexo soja (soja e farelo de soja), a ALL movimentou em 2003, 6 milhões de toneladas e tem uma previsão de crescimento de até 25% para 2004 até o Porto de Paranaguá.

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