O ministro da Indústria, Comércio e Turismo, Francisco Dornelles, deverá viajar para a Argentina nos próximos dias para acertar a alíquota de Imposto de Importação para veículos, comum aos dois países, que deve vigorar a partir do fim do regime automotivo, em dezembro de 1999. A proposta do governo brasileiro é fixar em 35% a alíquota para carros importados de países fora do Mercosul.
O imposto a vigorar na virada do século atende ao que foi pleiteado pela indústria. Pelas regras do regime automotivo a alíquota do tributo cairia para 20% a partir do ano 2000. Os executivos das montadoras passaram os últimos meses mobilizados para fazer valer sua reivindicação de proteção adicional.
A indústria argumenta que precisa de tempo para se modernizar. O superintendente da Fiat Automóveis, Giovanni Razelli, disse recentemente que a abertura total, com imposto zero, inviabilizaria a necessidade de atualizar os produtos e ter volume de produção suficiente para concorrer, diante da globalização do setor. Hoje as quatro maiores (Volkswagen, Fiat, General Motors e Ford) têm quase 95% do mercado.
A alíquota de 35% é o limite máximo aceito pela Organização Mundial do Comércio. Assim, com essa alíquota, o Brasil evitaria eventuais contestações dos países que participam da OMC. O acordo com a Argentina visa equalizar o tributo no Mercosul, como o início de uma política industrial comum ao Cone Sul.

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