Curitiba - Para ajudar a combater a inflação, o governo decidiu reduzir de 10% para zero o Imposto de Importação do feijão, segundo informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O feijão branco não está incluído na redução da alíquota de importação.
A medida está valendo desde ontem e vai até 30 de novembro, com a publicação da Resolução Camex nº 47/2013 no Diário Oficial da União. De acordo com o comunicado da Camex, a ''redução da alíquota tem como objetivo facilitar a compra externa, aumentar a oferta de feijão no mercado brasileiro e reduzir o preço do produto, já que houve queda na produção nacional e ainda não há perspectivas de aumento da oferta doméstica''.
Para o diretor do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento (Seab), Francisco Carlos Simioni, o principal objetivo do governo foi reduzir a inflação. Segundo ele, hoje a maior parte do feijão importado vem da Argentina, seguida da China e da Bolívia. A produção nacional atende a 52% do consumo interno.
Ele acredita que a redução do imposto de importação pode reduzir o preço pago ao produtor no curto prazo e, consequentemente, para o consumidor. ''O principal objetivo da medida é segurar a inflação, já que no inverno se consome mais feijão e feijoada no Centro-Sul do Brasil'', disse.
O gerente técnico da Ocepar, Flávio Turra, também acredita em queda de preços para o produtor e o consumidor dentro de dois a três meses. Segundo ele, a preocupação é que sobrem estoques de produto importado depois de 30 de novembro, o que pode afetar os preços da safra das águas do Paraná que é colhida em novembro e dezembro.
O Paraná tem a liderança nacional na produção de feijão. Neste ano, o Estado vai produzir 755 mil toneladas ou 8% a mais que em 2012. De janeiro a maio, o feijão preto subiu 46% no Paraná e o de cor aumentou 27%. Ontem, o preço médio da saca de 60 quilos do feijão preto no Estado era de R$ 139,33 e o cor de R$ 145,33. No Brasil, a safra deste ano deve ser de 2,8 milhões de toneladas contra 2,9 milhões de toneladas no ano passado. (Com agências)

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