O fato de todos os 28 postos terem aumentado o preço dos combustíveis dentro de um mesmo valor e em um mesmo período, conforme o coordenador executivo do Procon-LD, Rodrigo Silva, pode ser um indício de "alinhamento de preços". Por esse motivo, o Procon-LD também está encaminhando o que apurou ao Ministério Público e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Um inquérito policial também corre no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para investigar se há manipulação criminosa de preços de combustível em Londrina a fim de beneficiar um grupo de empresários e prejudicar concorrentes. De acordo com o delegado do Gaeco, Alan Flore, o inquérito está em fase de interrogatório dos indiciados e, em seguida, será concluído. "Foi um trabalho muito interessante porque pudemos verificar que casos de abusividade existem. Se olharmos o relatório do processo, não existe justificativa alguma para o aumento do preço e aqueles que violaram o Código de Defesa do Consumidor serão apenados", comenta o promotor de Justiça Miguel Sogaiar. (M.F.C.)

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