Alimentos tiveram alta em 16 capitais
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quinta-feira, 03 de maio de 2001
Agência Folha De São Paulo 
Está mais caro levar para casa os gêneros de primeira necessidade. É que o custo da cesta básica em abril registrou alta em todas as 16 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
De acordo com a pesquisa divulgada ontem, os maiores aumentos foram apurados em Vitória (7,93%), Belo Horizonte (7,20%), Florianópolis (6,75%) e Curitiba (6,52%). As menores variações ocorreram em Natal (0,27%), Aracaju (0,28%), Rio de Janeiro (0,83%) e Salvador (0,91%).
Das 16 capitais pesquisadas, dez registraram em abril custo superior a R$ 100,00: Porto Alegre (R$ 130,10), São Paulo (R$ 129,49), Belo Horizonte (R$ 127,38), Curitiba (R$ 123,76), Rio de Janeiro (R$ 118,58), Brasília (R$ 117,56), Vitória (R$ 113,30), Florianópolis (R$ 113,110), Belém (R$ 105,64) e Goiânia (R$ 102,99). Os menores valores estão em Salvador (R$ 89,92) e Recife (R$ 89,95).
Nos primeiros quatro meses de 2001, apenas no Recife a cesta básica apresentou variação acumulada negativa, com queda de 8,56%. Os maiores aumentos ocorreram em Vitória (17,78%), Belo Horizonte (14,63%), Porto Alegre (13,73%), Curitiba (13,45%) e Goiânia (10,41%). Três localidades registraram variações modestas, ainda que positivas: Natal (0,97%), Belém (3,48%) e Salvador (3,70%).
Nos últimos doze meses, de maio de 2000 a abril de 2001, as maiores elevações ocorreram em Porto Alegre (22,19%), Vitória (16,50%) e Belo Horizonte (15,51%). Recife, com variação acumulada negativa de 5,79%, e João Pessoa, com estabilidade (-0,01%), foram as cidades com menores variações, enquanto Salvador (3,08%) e Aracaju (3,60%) apresentaram aumentos relativamente baixos.
O salário mínimo pago a um trabalhador brasileiro deveria ser de R$ 1,092,97 no mês de abril, segundo o Dieese. O valor é 6,1 vezes maior que o salário mínimo vigente desde 1 de abril, de R$ 180,00 por mês. Antes disso, o mínimo nacional era de R$ 151,00.
A estimativa de piso salarial ideal do Dieese leva em conta o preceito constitucional que estabelece que o mínimo deve ser suficiente para manter uma família, cobrindo suas despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transportes, lazer e previdência.
O salário mínimo de R$ 1.092,97 foi calculado em cima da cesta básica de Porto Alegre, a mais cara do País no mês de abril (R$ 130,10).
O custo da cesta básica de São Paulo em abril, de R$ 129,49, é o segundo mais alto do País. Na comparação com março, a alta foi de 3,79%, o que eleva o acumulado no ano para 8,32%. Os alimentos da cesta básica do paulistano que mais subiram foram a batata (14,94%) e o tomate (13,29%).


