Alimentos reduzem pressão na inflação
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sexta-feira, 08 de fevereiro de 2008
Folhapress 
São Paulo- O aumento de preço dos alimentos, principalmente os ''in natura'' afetados pela alternância de sol forte e chuva, como o tomate, e o reajuste das mensalidades escolares no início do ano letivo foram os principais responsáveis pela inflação de janeiro, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).
O índice geral fechou o mês em 0,52%, contra 0,82% em dezembro. Em janeiro de 2007 o índice era de 0,66%. O grupo Educação teve variação de 4,39% em janeiro, e Alimentação, 1,04%. O tomate foi o item que mais pressionou a inflação de janeiro, com aumento de 36,5%. O feijão, um dos principais destaques do choque no preço dos alimentos no fim de 2007, subiu 7,19%. Apesar da persistência do aumento, Márcio Nakane, coordenador do IPC, diz que o avanço no preço do produto diminuiu muito e que a inflação do item deve cair mais.
Nakane estima que o índice geral feche fevereiro em torno de 0,3%. A explicação para a desaceleração é que itens sazonais, como as mensalidades escolares, não devem aparecer com o mesmo destaque na inflação. A variação menor dos preços dos alimentos também deve se manter em fevereiro. A previsão é de inflação de 0,39% no grupo, ante 1,04% no mês passado.
''Alimentação foi a maior surpresa, com uma taxa abaixo do esperado. Carne bovina ajudou bastante, com deflação de 0,65%. A segunda fonte de surpresa veio de produtos ''in natura', que são muito sensíveis à chuva e estávamos mais pessimistas'', disse o coordenador.
Segundo Nakane, a deflação em carnes bovinas em janeiro ainda não teve o efeito do embargo da União Européia para o produto. Para ele, o impacto poderá ser percebido em fevereiro, caso haja alguma variação de preços no atacado.
Transportes
Já o grupo de Transportes deve registrar, segundo as estimativas da Fipe, maior alta neste mês, de 0,86% (em janeiro foi de 0,29%). Segundo Nakane, a projeção conta com o aumento do preço dos bilhetes do metrô de São Paulo e com o impacto causado pelo IPVA.
O IPC para Habitação também deve ser maior em fevereiro, a 0,19%, ante deflação de 0,01% em janeiro. ''O repasse de energia elétrica, por conta de PIS, Cofins e Pasep, e o pagamento do IPTU devem pressionar o grupo'', diz Nakane.
Em Vestuário, os preços devem cair 0,82%, ante queda de 0,85% em janeiro.
Em janeiro, entre os produtos que registraram maiores reduções de preços, e com impacto na composição do IPC, estão energia elétrica (-1,24%), batata (-8,03%), alface (-10%), calça de mulher (-3,9%) e condomínio (-0,46%).


