Alimentos puxam índice para baixo em maio: 0,3%
Agência Estado
A inflação de maio medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficou em 0,3%, pouco mais da metade da taxa registrada em abril, de 0,56%. O principal motivo do recuo, segundo os técnicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que calcula o índice, foi o comportamento dos preços dos alimentos, que continuam em queda. O acumulado da taxa no ano está em 3,76%, superior ao registro do mesmo período do ano passado (2,27%). Mas, segundo estimativa do IBGE, a inflação no primeiro semestre não deve passar de 4%.
A taxa que balizará a meta inflacionária anual do governo é medida com base em dados coletados em 11 regiões metropolitanas do País, em famílias com renda mensal de um a 40 salários mínimos. Mensalmente, são acompanhadas as variações de 250 mil preços, desde bens de consumo até tarifas de serviços públicos e particulares, como aluguéis, passagens de ônibus, despesas pessoais e custo de energia.
A diferença com relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), também medido pelo IBGE, é que neste contam apenas os dados coletados em famílias com renda mensal até oito salários mínimos.
O INPC, que caiu para 0,05% em maio (havia alcançado 0 47% em abril), acompanha melhor o impacto da variação dos preços entre os consumidores com renda mais baixa. A causa de estar bem abaixo do IPCA é que num universo de consumidores onde estão incluídos os de maior poder aquisitivo teve maior influência, nos últimos meses, os aumentos de preços de bens como automóveis, aparelhos de TV e de som e até mesmo o reajuste da gasolina. O acumulado do INPC no ano está em 3 79%.





