Os alimentos e bebidas foram mais uma vez os responsáveis pelo aumento da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), considerada uma prévia da inflação. O índice saltou para 0,65% este mês, 0,17 ponto percentual acima dos 0,48% anotados em setembro. Com isso, o acumulado do ano está em 4,49%, inferior a igual período de 2011 (5,48%). Em relação aos últimos 12 meses, o indicador fechou em 5,56%, acima dos 5,31% no comparativo do mesmo período anterior. Em Curitiba, porém, houve queda no índice: de 0,47% para 0,38%, o menor entre as 11 capitais avaliadas. Para o cálculo do IPCA-15 os preços foram coletados no período de 13 de setembro a 11 de outubro.
Desta vez, os alimentos responderam a 57% do índice mensal, com alta de 1,08% para 1,56%. No acumulado do ano, este grupo ainda lidera com 7,89%. Logo atrás estão as despesas pessoais, com somatória de 7,88%, mas que sofreram queda entre setembro e outubro. Logo na sequência segue a educação (7,54%), habitação (5,54%), saúde e cuidados pessoais (5,25%) e vestuário (4,29%).
No caso da habitação, a alta nos últimos dois meses também foi significativa, com variação de 0,43% para 0,72% no índice. A elevação deste grupo foi justificada pelo incremento no valor da energia elétrica (-0,05% em setembro para 0,67% em outubro) e outros itens como artigos de beleza, taxa de água e esgoto, mão de obra para pequenos reparos e botijão de gás.
Dentre os alimentos, os maiores impactos individuais no IPCA-15 foram a carne (2,92%) e o arroz (11,91%). Outros produtos também mostraram incremento nos preços, como a batata (19,23%), a farinha de mandioca (12,52%), cebola (9,97%), feijão carioca (4,66%), frango (4,13%), óleo de soja (3,01%) e pão francês (2,43%).
Quando analisado por região, Curitiba foi a capital onde o indicador sofreu queda, além de ser o menor entre as 11 capitais neste mês. O IPCA-15 no Paraná caiu de 0,47% para 0,38% entre setembro e outubro. A justificativa para a diminuição é que em Curitiba os alimentos aumentaram apenas 0,64%, bem abaixo da média nacional de 1,56%. Como no País, o arroz e a batata sofreram forte alta, de 16,34% e 24,15%, respectivamente. Já a carne sofreu queda de 0,36%, na contramão do aumento nacional.
De acordo com o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) Cid Cordeiro, a diferença entre Curitiba e a média nacional é devido aos alimentos terem subido mais na capital do Estado nos meses anteriores. ''Foi um efeito de compensação neste mês de outubro. Quando avaliamos o acumulado do ano, o grupo alimentos e bebidas em Curitiba está bem próximo da média nacional, 7,32% contra 7,88%''. Em relação aos principais itens em queda no Estado, estão o tomate (-10%), alface (-10%), roupa de cama (-9%) e banana (-8%).

Imagem ilustrativa da imagem Alimentos puxam alta na prévia da inflação
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