Alimentos mantêm inflação em queda
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de fevereiro de 1997
Agência Estado, de São Paulo 
A inflação em São Paulo caiu mais um pouco. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP (Fipe), subiu apenas 0,12%, na terceira quadrissemana do mês - período de 30 dias terminado em 21 de fevereiro em comparação com os 30 dias anteriores. Na segunda quadrissemana, a alta havia sido de 0,24%. A expectativa é que a variação este mês fique próxima de zero.
Ainda estamos trabalhando com 0,1%, mas se os preços das roupas mantiverem esse ritmo de queda e os reajustes das mensalidades escolares continuarem recuando, o índice pode ficar em zero, diz o economista Heron do Carmo, coordenador da pesquisa do IPC. Com as liquidações de verão, as roupas ficaram em média 3,37% mais baratas.
Os gastos com educação subiram 1,97%, bem menos do que os 4,33% registrados no período anterior. Mas o que mais contribuiu para o recuo da inflação no período foi o item alimentação. O custo da comida teve alta de 0,52%, pouco menos do que a alta anterior, que havia sido 0,68%. Menores reajustes dos preços da comida in natura foi o que mais contribuiu para isso.
Verduras, frutas e legumes, que haviam ficado em média 7,14% mais caros no mês passado por causa das chuvas, tiveram seus preços reajustados em 0,92%. A alta na quadrissemana anterior havia sido de 2,72%. O recuo de 4,68% no preço da carne de frango fez também cair o custo dos alimentos semi-elaborados, que ficaram em média 0,69% mais baratos.
As promoções nos postos de gasolina, segundo Heron, continuam contribuindo para segurar os gastos com transportes, que foram corrigidos em apenas 0,01%. O item manutenção de veículo, que inclui as despesas com combustíveis, apresentou uma queda de 0,07%. Os postos continuam tentando atrair o consumidor com promoções de pagamento a prazo ou desconto no pagamento à vista, lembrou o economista.
O mesmo, na sua opinião, deve estar ocorrendo no setor farmacêutico. Os preços dos remédios caíram nas duas últimas quadrissemanas. A queda anterior havia sido 0,30%. Agora, caiu 0,75%. Com isso, apesar de pequena aceleração no custo dos serviços médicos, que ficaram em média 0,91% mais caros, as despesas com saúde aumentaram apenas 0,29%. As promoções nas farmácias estão fazendo os preços dos remédios oscilarem bastante, ressaltou Heron.


