O preço dos alimentos no atacado puxaram para cima a inflação medida pela segunda prévia de abril do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que ficou em 0,82% contra 0,46% em março. Os preços foram coletados entre 21 de março e 10 de abril e sua variação em relação ao final de fevereiro e início de março superou as expectativas do mercado, que iam até 0,70%.
A alta média dos preços agrícolas no atacado passaram de 1,65% na segunda prévia do IGP-M de março para 2,68% nesta de abril. Segundo o chefe do Centro de Estudos de Preços da FGV, Paulo Sidney Melo Cota, as maiores contribuições para essa alta dos agrícolas foram a entressafra do leite (5,64%), o encarecimento dos ovos (8,50%) na época de Páscoa (matéria prima para o chocolate), o aumento de preço do trigo (5,24%) e o aumento das exportações de carnes. As aves subiram 7,76%, os bovinos 1,01% e os suínos, 9,69%.
Os produtos industriais subiram 0,42% no atacado, refletindo em parte a varação do dólar. Com isso, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que tem 60% de peso na formação do IGP-M, ficou em 1,03%. No varejo, o ritmo de reajuste foi bem menor. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que pesa 30% na formação do IGP-M, registrou variação de 0,59%, também puxado pela alimentação, cujo grupo subiu 1,57%. Os destaques de alta foram o leite longa vida (7,65%), a batata inglesa (11,30%), o pão francês (1,75%) e o mamão papaya (9,69%).
Com peso de apenas 10% no IGP-M, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) mostrou alta de 0,19%. Cota informou que não houve variação do custo da mão-de-obra no INCC, sendo a alta devida apenas aos materiais.

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