Alimentos, habitação e cuidados pessoais desaceleram IPC-S
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 01 de setembro de 2008
Alessandra Saraiva<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro- Com a alta menos intensa de preços de produtos dos segmentos de habitação e cuidados pessoais e com deflação no preço dos alimentos, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,14% até a quadrissemana terminada em 31 de agosto, desacelerando-se em relação à alta de 0,24% registrada na quadrissemana terminada em 22 de agosto.
O resultado, o menor desde a primeira semana de março de 2008, ficou no piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro entrevistados pela Agência Estado, que esperavam uma aceleração da inflação entre 0,14% e 0,22%. A desaceleração do indicador foi resultado de altas menos intensas e queda de preços de três das sete classes de despesa usadas para cálculo do IPC-S. Foram os casos de habitação (de 0,85% para 0,72%); saúde e cuidados pessoais (de 0,54% para 0,43%) e alimentação (de -0,45% para -0,71%).
Mais uma vez o grupo dos alimentos foi destaque entre as classes de despesa, e teve a maior influência para a taxa menor do índice. No setor de alimentação, houve quedas e desacelerações de preços em hortaliças e legumes (-7,08% para -8,54%), arroz e feijão (-1,76% para -3,49%), laticínios (-0,84% para -1,39%) e carnes bovinas (-0,41% para -0,51%). Segundo a fundação, houve também deflações em tomate (-39,60%); batata-inglesa (-8,44%); e leite tipo longa vida (-3,18%). No entanto, mamão da Amazônia (25,14%); e cebola (18,10%) foram os produtos que apresentaram as maiores altas, junto com os preços de tarifa de telefone fixo residencial (2,11%)
Os outros grupos apresentaram acelerações ou quedas mais fracas de preços. É o caso de vestuário (de -0,27% para -0,23%); educação, leitura e recreação (de 0,06% para 0,26%); transportes (de 0,18% para 0,21%); e despesas diversas (de 0,97% para 1,04%).


