Alimentos ficam 3,5% mais caros
Carmem Murara
Os produtos que formam a cesta básica tiveram aumento de 3,5% no mês passado sobre abril, segundo números apresentados ontem pelos economistas do Dieese, em Curitiba. A variação é a maior do ano, superando o mês de fevereiro, quando a cesta básica ficou 3,1% mais cara. A pesquisa mensal aponta que os alimentos acumulam aumento de 5,5% no ano e queda de 2,9% nos últimos 12 meses.
Com o aumento dos produtos, um trabalhador passou a gastar R$ 101,52 para comprar os 13 produtos que integram a cesta básica. De todos os itens, oito ficaram mais caros e cinco tiveram queda no preço. A maior variação positiva foi no quilo do tomate que encareceu 46,1%, seguido da batata com 11,8% e do óleo de soja com 9,4%
O pão francês ainda continua subindo desde que houve a desvalorização do real, em janeiro, seguindo uma tendência contrária ao preço da farinha de trigo que teve redução de 1,4%. O aumento do preço do pão foi de 0,89%, sendo que o aumento médio chegou a 3,6%, em abril. O feijão foi o produto que apresentou a maior redução, com 12,6%.
A cesta básica em Curitiba é a terceira mais cara do País, ficando atrás de São Paulo (R$ 105) e Porto Alegre (R$ 104,82). A cesta básica mais barata é em Salvador (R$ 82,15) e Natal (R$ 82,38). Em maio, o maior aumento dos alimentos se deu em Porto Alegre com 4,9% e, em segundo lugar, Curitiba com os 3,5%. Em Brasília, Belo Horizonte, Vitória, Aracaju e Natal houve queda no preço dos principais produtos que vão para a mesa dos trabalhadores. Para comprar os produtos da cesta básica, um trabalhador compromete 74% do salário mínimo bruto.





