Não é apenas o preço dos produtos que compõem a cesta básica que assusta o consumidor londrinense. "Moro sozinha e fico imaginando como uma família com quatro pessoas faz para sobreviver. Porque tudo de alimentação está muito caro e não está com qualidade boa", diz a aposentada Hulda Alvarenga.
Para Hulda, nem sempre é possível substituir os itens que estão mais caros. "Como tomate todos os dias e não consigo ficar sem. Aumentar 60% no mês é um absurdo", reclama. Ela acredita que a culpa não é dos problemas climáticos apenas, mas da situação de crise política e econômica que o País vive, que leva à inflação. "Nunca vi tamanha desproporção entre o que o povo está pagando e o que os políticos estão enriquecendo. É absurdo", completa.
A bancária Rosicler Mendes Campanini adota uma estratégia diferente. "Estamos substituindo produtos, comendo menos carne, comprando mais carnes de segunda, o que der para fazer. Tudo que estiver mais caro, troco por outra coisa ou deixo de comprar", diz. (F.G.)

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