O IBGE encontrou quedas significativas no custo de vários alimentos, como o frango, que já caiu 22,92% este ano. Outra boa surpresa mostrada pelo IPCA é o comportamento do preço dos remédios que, pela primeira vez desde que o Plano Real foi implantado, segundo o índice acumulado, está variando abaixo da inflação. A pequena alta acumulada nos cinco primeiros meses foi de 0,08%. As economistas Marcia Quintslr e Eulina dos Santos, responsáveis pela pesquisa do IPCA, atribuem o fato à entrada dos remédios genéricos (mais baratos) no mercado.
Elas destacam que também há baixas generalizadas no preço de vários serviços, como cabeleireiros (-2,35% no ano) e aluguéis (-1,21%). O IPCA mede o custo de vida para famílias cuja renda esteja entre 1 e 40 salários-mínimos. O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) refere-se a famílias com rendimento de até oito salários-mínimos e sua variação em maio foi de -0,05%.
Dividido por região, o IPCA revelou deflação em quatro das onze áreas pesquisadas. A mais baixa foi a do Rio de Janeiro (-0,28%), seguida por Goiânia (-0,18%), Recife (-0,12%) e São Paulo (0,33%). Brasília teve a maior inflação do País (0,33%). A capital federal também está com preços de remédios em alta, ao contrário do resto do País. Lá, apesar da baixa de 0,45% de maio, os medicamentos acumulam, no ano, uma variação de 14,43%.
INPCO Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de maio, medido pelo IBGE, que registrou deflação de 0,05%, ficou 0,14 ponto porcentual abaixo da taxa de abril, de 0,09%. Nos últimos 12 meses, o INPC acumulou 5,34%, contra 5,44% registrados nos 12 meses anteriores.
No acumulado de janeiro a maio, o INPC variou 0,83%, contra os 3,79% do mesmo período do ano passado. Em maio de 1999, o INPC ficou em 0,05%. Os alimentos contribuíram negativamente para a taxa, registrando queda de 0,79%. Entre as capitais pesquisadas, Porto Alegre obteve maior índice, de 0,43%, e o Rio de Janeiro o menor, de -0,51%.

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