Alimentos aliviam inflação do idoso
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 11 de outubro de 2007
Jacqueline Farid 
Rio de Janeiro - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i), que mede a variação das cestas de consumo para pessoas acima de 60 anos, registrou variação de 1,03% no terceiro trimestre, ante 1,18% no segundo trimestre. O economista André Braz, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), disse que o índice deverá prosseguir em trajetória de desaceleração no quarto trimestre, por causa do arrefecimento da pressão dos alimentos.
Ele argumentou que alguns produtos que pressionaram o índice no terceiro trimestre, como arroz, laticínios e óleo de soja, já começam a perder força de reajustes. Ele acredita, apenas, em ''alguma pressão'' dos alimentos in natura nos últimos meses deste ano.
O grupo alimentação, com alta de 2,44%, contribuiu sozinho com 71% (ou 0,73 ponto porcentual) do IPC-3i do terceiro tri. No ano, até setembro, o índice acumulou alta de 3,83% e em 12 meses, de 4,72%. A expectativa de Braz é que o IPC-3i acumulado em 2007 fique abaixo de 5%.
No terceiro trimestre, os laticínios, de forte peso no orçamento dos idosos, registrou alta de 14,31%, ante 13,88% no terceiro trimestre. No ano, esse grupo de produtos já acumula reajustes de 31,36%. Outra pressão forte foi dada pelo arroz com feijão, dupla que registrou aumento de 8,36% nos preços, ante 1,37% no segundo trimestre.
O grupo alimentação acelerou a alta de 0,99% no segundo trimestre para 2,44% no terceiro trimestre. Por outro lado, o grupo Habitação, que também tem peso significativo na inflação dos idosos porque eles permanecem em casa por mais tempo e gastam mais com energia elétrica, água e telefone, mostrou desaceleração do segundo trimestre (1,49%) para o terceiro trimestre (0,41%).
Isso ocorreu especialmente por causa do recuo nas tarifas de energia elétrica em São Paulo, que levou as tarifas de energia a uma queda de 4,08% no terceiro trimestre.


