Alimentação reduz taxa de inflação de Curitiba a 0,31%
Carmem Murara
A inflação do mês de junho em Curitiba foi de 0,31%, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Os números foram divulgados ontem e registram um crescimento menos acentuado do custo de vida em relação a maio, quando a inflação foi de 0,72%. No entanto, os números favoráveis ao consumidor não devem durar muito. Os aumentos da gasolina e das tarifas públicas de telefones e energia elétrica vão pesar no próximo mês.
Somente o aumento do telefone e da energia contribuirão com 0,18 ponto percentual cada uma no cálculo da inflação de julho. A gasolina e o álcool terão um peso conjunto de 0,85 ponto percentual. Se os postos de combustíveis não voltarem com a política de descontos, a inflação de julho começa com 1,25%, que representa a somatória dos itens gasolina, álcool e tarifas públicas.
A inflação deste mês só irá recuar se houver uma redução no preço dos combustíveis, com a oferta de descontos, ou se alguns itens tiverem forte queda nos preços. Os economistas do Ipardes apostam numa tendência de redução do preço do combustível. No penúltimo aumento do preço do álcool e da gasolina, os postos deram um desconto depois das primeiras semanas, afirmou o economista Gino Schlesinger. Ele lembrou que na primeira semana de junho houve queda no preço dos derivados de petróleo de 8% mas, a partir da terceira semana, os preços subiram cerca de 2%. Na última semana do mês passada, a gasolina subiu mais 19%.
Quanto às tarifas de telefone e energia elétrica, elas só começaram a pesar no bolso do consumidor a partir deste mês. Do aumento total de 12,6% da energia elétrica, apenas 0,2% foram sentidos em junho, sendo que 8% serão em julho e os 4% restantes em agosto.
O que mais contribuiu para puxar para baixo o custo de vida para o curitibano, em junho, foi o item Alimentos e Bebidas, que teve uma queda no preço de 1,25%. Habitação (-0,13%) e Artigos de Residência (-0,07%) também tiveram influência para amenizar a inflação.
O segundo item que mais forçou o custo de vida foi o Vestuário com uma variação positiva de 2,93% e, em seguida, Despesas Pessoais com 0,87%. e Transporte e Comunicação com 0,79%. Com um impacto de 24%, este último segmento pesa mais no bolso do trabalhador curitibano do que a alimentação, que contribui com 19,8% no cálculo da inflação.
O custo de vida de uma família curitibana é medido em uma pesquisa mensal feita em 1,7 mil estabelecimentos comerciais e 500 domicílios. A pesquisa avalia os gastos de famílias que tenham uma renda mensal que varie de um a 40 salários mínimos, ou seja, 90% da população. A metodologia é a mesma utilizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas).





