As empresas de alimentos e bebidas pressionaram o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de Curitiba em outubro, que fechou em alta de 0,72%, 0,41 pontos percentuais mais do que em setembro. O levantamento foi feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). O aumento dos combustíveis também influenciou o índice.
Considerando apenas o setor de alimentos e bebidas, a variação foi de 1,05% em relação a setembro. Os produtos que tiveram maior alta foram o arroz (11,41%), coxão mole (15,42%) e alcatra bovina (9,63%). ''Não esperávamos alta tão forte da alimentação, mas a indústria pressionou bastante'', disse o técnico do Ipardes, Gino Schlesinger.
A gasolina apresentou alta de 8,36% e o álcool, 6,46%, retratando a ação dos postos logo após o aumento autorizado pelo governo, em 4 de outubro. Na época se esperava que a gasolina fosse vendida a R$ 1,81, mas os postos fixaram o combustível em R$ 1,85. O preço do botijão subiu 6,74% em outubro.
O IPC acumulado no ano está em 4,78%. No mesmo período do ano passado, esse índice era de 5,12%. Para o diretor do Centro de Estatística do Ipardes, Arion Foerster, as empresas reduziram as margens de lucros e estão mantendo os preços em baixa, por isso a inflação de 2001 não deve passar do limite estipulado de 6%.
A inflação poderia ser bem mais baixa se não fosse a grande alta verificada em preços administrados pelo governo, observou Foerster. Enquanto o IPC está em 4,78% no ano, as tarifas telefônicas subiram 10,24%; a gasolina, 11,86%; e a energia elétrica, 17,31%. ''A inflação deste ano está nas mãos do governo federal'', definiu.

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