Alimentação encarece custo de vida
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de novembro de 2002
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Alimentos mais caros e o reajuste no preço do álcool foram os responsáveis pela elevação do custo de vida em Curitiba no mês de outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), de 1,44%, foi considerado o mais alto do ano e também o maior desde julho de 2000.
O IPC, acompanhado pelo Ipardes, mede o custo de vida das famílias curitibanas que recebem de um a 40 salários mínimos. No acumulado do ano, o IPC apresenta elevação de 7,16%, antes os 4,78% de igual período do ano passado. Nos últimos 12 meses, a inflação é de 8,03%. Se os índices se mantiverem acima de 1%, a tendência da inflação é atingir 10% até o final do ano, disse o economista Carlos Renato Sofka, do Ipardes.
Todos os grupos pesquisados tiveram aumento de preços. Alimentos e Bebidas foi o grupo que registrou a maior alta desde abril de 2001 (3,03%). Há três meses consecutivos que o grupo Alimentação vem apresentando a maior influência no IPC. Os produtos que mais pesaram no aumento do índice em outubro foram o pão francês (7,71%), arroz (11,88%), café em pó (8,14%), farinha de trigo (20,28%) e almoço e jantar (0,86%). Houve queda nos preços de tomate (-18,26%) e leite pasteurizado (-1,05%).
O grupo Transporte e Comunicação, com alta de 1,72%, ficou em segundo lugar na contribuição para o índice geral. O Ipardes registrou aumento de preços do álcool combustível (12,91%), automóvel de passeio e utilitário usado (2,24%), gasolina (3,08%), passagem de avião (14,72%) e seguro voluntário de veículo (6,47%). O automóvel de passeio nacional zero quilômetro teve redução de 1,49%.
O grupo Habitação apresentou elevação de 0,33%, com destaque para os preços do condomínio, que subiram 1,31%, e do gás de botijão, com queda de 1,97%.
Os preços do grupo Artigos de Residência tiveram variação positiva de 1,48% no mês passado. A maior alta foi verificada em roupa de cama (9,34%), enquanto que os preços do carpete caíram 7,87%.
O item Saúde e Cuidados Pessoais apresentou elevação de 0,14% em outubro, bem abaixo do percentual de setembro, calculado em 0,86%. A pequena variação foi decorrência da queda nos preços dos medicamentos, como vasodilatador (5,02%) e analgésico e antitérmico (3,20%). Com alta destacam-se as lentes para óculos (5,15%).
Para o mês de novembro, a expectativa fica por conta da alta dos combustíveis e, por consequência, no preço do frete que pode representar mais repasses de preços em produtos de outros grupos. Só o aumento da gasolina, álcool e gás de cozinha deve acusar uma participação de cerca de 0,5% no índice de inflação do mês.


