Em Londrina, a família do segurança e motorista Eduardo Dias Gonçalves, 33, precisaria de R$ 300,00 a mais por mês para conseguir pagar suas despesas regulares. Casado e pai de um garoto de dois anos, ele recorre aos pais quando a situação financeira aperta. Como os três moram em casa própria, a alimentação e a escola do filho são os compromissos que consomem a maior parte da renda do casal. ''Se sobrasse dinheiro, iria comprar um terreno'', disse.
A dona de casa Edna Marta Barbosa, 47, também faz malabarismos para administrar com eficiência as contas de uma família formada por casal e três filhos entre dez e 14 anos. ''Se não controlar, no final do mês falta dinheiro'', contou.
A maior parte do salário do marido, que é caminhoneiro, destina-se ao pagamento da alimentação e de tarifas públicas como água e luz. Eles não têm plano de saúde e as crianças estudam em escola pública. ''Quando tem alguma emergência, peço dinheiro emprestado à minha irmã'', revelou. A dona de casa comentou que, por falta de condições, não frequenta restaurantes faz algum tempo. ''No máximo, dá para comer uma pizza'', disse ela, que costuma ir ao cinema nos dias de promoção.
Com situação financeira mais confortável, a advogada Eliana Alves de Morais, 49, não enfrenta dificuldades para pagar as despesas básicas de todo mês. Viúva e mãe de três filhos entre 23 e 29 anos, ela gostaria de poder investir mais em formação profissional, o que inclui cursos, livros e congressos. ''Gasto R$ 1,5 mil por mês em educação, tanto para mim como para os filhos'', contou.

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