Alimentação e bebidas subiram 8,48%
PUBLICAÇÃO
sábado, 11 de janeiro de 2014
Reportagem Local 
Dos grupos de produtos e serviços pesquisados, o de alimentação e bebidas foi o que teve maior aumento de preço em 2013, segundo o IPCA, atingindo 8,48%, enquanto o mais baixo foi o grupo comunicação, com 1,50%. De acordo com o IBGE, os preços dos alimentos vêm aumentando de forma expressiva nos últimos anos e, embora o resultado de 8,48% de 2013 tenha mostrado certo recuo em relação aos 9,86% de 2012, foi o grupo de alimentação e bebidas que apresentou a maior alta e exerceu o mais forte impacto no IPCA do ano. Detendo 2,03 pontos percentuais, os alimentos foram responsáveis por 34% do índice.
O chá foi o produto que mais sofreu aumento de preço (53%), seguido da farinha de trigo (30%). Na outra ponta, o feijão carioca e o óleo de soja foram os que tiveram maiores recuos (17%).
Os alimentos consumidos fora do domicílio exerceram forte pressão, tendo em vista que os preços cresceram 10,07% em 2013, ainda mais do que os 9,51% de 2012. O item refeição fora, que aumentou 9,49%, liderou os impactos individuais no IPCA do ano, com 0,47 ponto percentual. Mas não foi só refeição: a maioria dos itens relativos à alimentação fora aumentaram.
As despesas pessoais ficaram em segundo lugar no ranking das maiores variações de grupo. Pelos serviços dos empregados domésticos as famílias passaram a pagar rendimentos mais altos em 11,26%. Além dos empregados, outros itens pressionaram o grupo: cigarro (15,33%), manicure (11,01%), hotel (10,81%), costureira (7,03%) e cabeleireiro (8,05%).
O grupo educação, que vem se mantendo acima do IPCA nos últimos anos, fechou 2013 em 7,94%, não muito distante dos 7,78% de 2012. As mensalidades dos cursos regulares tiveram alta de 8,22%, enquanto os cursos diversos (idioma, informática, etc.) atingiram 9,29%.


