A Aliança Mercadológica de Carne Bovina de Londrina deverá colocar seus primeiros cortes no mercado em novembro. O grupo, formado por cerca de 30 pecuaristas de toda a região, vai trabalhar com novilho precoce (abatido em até dois anos). A aliança consolidou sua formação durante reunião nesta semana na Sociedade Rural do Paraná. O nome e a logomarca serão apresentados durante a 2 Rural Tecnoshow, que será realizada entre os dias 1º e 7 de outubro, no Parque de Exposições Governador Ney Braga.
O gado oferecido pelo grupo seguirá padrões de qualidade como cobertura de gordura de quatro a cinco milímetros e peso mínimo (180 quilos para fêmeas e 225 quilos para machos). ''O principal fato que identifica como precoce é a dentição, esse gado ainda tem dente de leite'', comenta José Soares Cardoso Neto, um dos coordenadores da aliança. Além disso, esses animais têm uma outra característica: o preço mais alto. Em média, o novilho precoce tem custo 5% maior do que do que os normais, enquanto as fêmeas são vendidas por preço de macho.
''Para os produtores a vantagem é que teremos mais valor agregado. Para o consumidor o diferencial é que a carne é mais macia, com rastreabilidade e origem garantida'', salienta o coordenador. Para colocar seus cortes no mercado, a aliança já está iniciando os contatos com redes de supermercados locais. Além disso, foram criadas cinco comissões que atuarão nas seguintes áreas: jurídica, mercado, abate e transporte, marketing e planejamento. A intenção do grupo é trabalhar com contratos pré-estabelecidos, que garantirão preço, entrega e quantidade.
A estimativa é entregar 40 animais por mês, o que signfica cerca de 32 toneladas de carne. A preferência dos pecuaristas será por trabalhar com cruzamento industrial (zebu e raças européias) que, segundo Cardoso Neto, apresentam melhores resultados. ''As peças de cortes nobres são maiores do que as do nelore'', explica. O rebanho da aliança deverá ficar em confinamento 70 dias antes do abate. Para reduzir custos e viabilizar o negócio, a intenção é formar uma área de engorda em uma propriedade, para onde seriam levados os animais enquadrados neste estágio.
Os pecuaristas também pretendem formar parcerias com outros produtores para criar bezerros ou novilhas. Desta forma, a aliança ficaria responsável pela inseminação dos animais. A união de produtores pretende competir no mercado local e acredita que a demanda existe. ''Outras alianças existentes no Paraná já vendem aqui'', diz Cardoso Neto. A tendência, de acordo com ele, é que, após a consolidação da aliança, o grupo seja transformado em cooperativa, seguindo os passos de outros grupos que já existem no Paraná.
A Aliança Mercadológica de Londrina conta com apoio de instituições como a Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), responsáveis pelo acompanhamento técnico, e a Sociedade Rural do Paraná (SRP), que oferece auxílio logístico e institucional.

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