Reali Júnior
Agência Estado
A aliança entre dois dos mais importantes grupos econômico-financeiros da Espanha, Telefónica e Banco de Bilbao Viscaya e Argentaria (BBVA), anunciada sexta-feira, para a exploração de negócios no setor da chamada ‘‘nova economia’’ (Internet), cuja estratégia deverá se concentrar em grande parte na América Latina (Brasil e Argentina), está provocando fortes reações da oposição e de sindicatos, em pleno início da campanha legislativa espanhola. A reação vem também de certos concorrentes que temem a concentração.
Socialistas e comunistas, que concluíram um pacto eleitoral para tentar voltar ao poder na Espanha, estão condenando o acordo entre os dois grupos em nome da preservação do direito a concorrência. Isso está obrigando o governo de centro-direita de José Maria Aznar, que basicamente apóia essa aliança, a anunciar sua intenção de estudar as condições desse pacto para medir suas consequências no mercado e saber se ele afeta ou não os princípios da concorrência.
O ministro da Economia, Rodrigo Rato, anunciou que, diante da importância da operação, a Direção da Defesa da Concorrência, vai manter contatos com representantes dos dois grupos para exigir esclarecimentos sobre certos pontos obscuros do acordo.
No fim de semana, o sucessor de Felipe Gonzalez no PSOE e candidato socialista às funções de primeiro ministro, Joaquim Almunia, denunciou o acordo BBVA/Telefónica, afirmando que no dia 12 de março os espanhóis terão de escolher ‘‘entre um governo progressista e um governo Villalonga’’.

mockup