Aliados querem mudar MP 232
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sábado, 12 de fevereiro de 2005
Leonardo Souza e Fábio Zanini<br>Folhapress 
Brasília - A medida provisória nº 232, que prevê aumento de tributos para as empresas prestadoras de serviços, não passa no Congresso Nacional da forma como foi enviada pelo Planalto, segundo avaliação de líderes de partidos aliados ao governo e do presidente da Câmara, o petista João Cunha (SP), transmitida hoje ao ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda).
''A medida provisória nº 232 será discutida na hora oportuna pelos líderes e pelo novo presidente [da Câmara], porque, da forma como está, dificilmente prosperará na Câmara dos Deputados'', disse hoje João Paulo, após café da manhã, em sua casa, no setor de mansões do Lago Sul, onde líderes dos partidos aliados na Câmara, senadores e dez ministros se reuniram em apoio à candidatura de Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP) à Presidência da Câmara, em substituição a seu colega petista.
O líder do PSB, deputado Renato Casagrande (ES), foi mais enfático do que João Paulo. Disse que tem conversado com líderes e deputados de outros partidos e que a opinião é unânime: a MP não passa da forma como está. ''Naturalmente, pela pressão da sociedade, tem de haver modificações. É preciso haver mudanças nessa MP para que a gente possa até ter ambiente para votá-la. Do jeito que está, não há condições de passar na Casa'', afirmou.


