Alho retido pela Secex é liberado com prejuízo
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quarta-feira, 20 de janeiro de 1999
Edna Mendes 
As cargas de alho argentino que estavam retidas há mais de um mês na fronteira entre Brasil e Argentina, começaram a ser liberadas no início desta semana.
Mais de 4 mil toneladas de alho estavam retidas porque a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) não liberava a Licença de Importação (LI), documento expedido pelo órgão para que as cargas possam entrar no País, mesmo depois que os importadores cumpriram todas as exigências feitas pela Secex. Com a falta de agilidade no processo de liberação das cargas, pelo menos cinco cargas apodreceram e tiveram que ser devolvidas à Argentina.
Devido a burocracia da Secex, um grupo de importadores entrou na Justiça com uma liminar contra o Ministério da Indústria e Comércio, para que as cargas fossem liberadas em 48 horas. Na época, o ministério não acatou a liminar da Justiça.
Cerca de 100 caminhões com cargas pertencentes a pelo menos 20 importadoras ficaram retidos. As cargas foram avaliadas em R$ 5 milhões. Ontem, a direção da Associação dos Despachantes de Foz do Iguaçu, não soube avaliar o valor do prejuízo causado com a retenção das cargas.


