Cerca de 2,5 mil toneladas de alho argentino estão impedidas de entrar no Brasil pela fronteira de Foz do Iguaçu por falta de um documento que deveria ser expedido pelo Ministério da Indústria e Comércio. Há casos de cargas retidas há mais de 20 dias. Perecível, o produto já começa a se estragar.
Para legalizar a importação, é necessária a Licença de Importação (LI), documento expedido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do ministério. Segundo Mário Alberto de Camargo, presidente da Associação dos Despachantes Aduaneiros de Foz do Iguaçu (Adafi), que trabalha para os importadores de alho, o Secex vem atrasando a liberação da LI ‘‘sem explicação plausível’’.
De acordo com levantamento da Adafi, há cerca de 100 cargas - de 25 toneladas cada -, já carregadas ou prontas para o carregamento, à espera da liberação em Puerto Iguazú, município argentino na fronteira com Foz do Iguaçu. O produto está avaliado em cerca de R$ 3 milhões. ‘‘Já tivemos casos de devolução de cargas por problemas de qualidade, devido à demora para a abtenção da LI’’, disse Camargo. ‘‘Quem vai pagar esse prejuízo?’’, perguntou.
Segundo ele, há casos de caminhoneiros que aguardam a liberação na fronteira desde 27 de novembro. No último final de semana, o Secex expediu as LIs de 20 cargas de alho argentino que já estavam na Estação Aduaneira de Interior (Eadi), em Foz do Iguaçu.
Para tentar resolver o problema, os importadores estudam ingressar na Justiça Federal com um mandado de segurança preventivo pedindo a liberação judicial das cargas retidas na fronteira.

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